Secretário de Defesa dos EUA pede que países da América Latina deixem Tribunal Penal Internacional
12/08/2026
(Foto: Reprodução) Estados Unidos aceitam discutir na OMC tarifaço imposto ao Brasil
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pediu que países aliados da América Latina deixem o Tribunal Penal Internacional (TPI). Durante discurso no Panamá nesta quarta-feira (12), o chefe do Pentágono também acusou a corte internacional de enfraquecer a soberania dos países.
🔎 O TPI é um órgão permanente responsável por julgar indivíduos acusados de crimes considerados os mais graves pela comunidade internacional, como genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e crime de agressão. A corte atua quando os países signatários do Estatuto de Roma não têm condições ou não demonstram vontade de investigar e julgar os suspeitos por conta própria. A corte não julga Estados, governos ou organizações, mas líderes políticos e militares.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
No discurso, ele se dirigiu aos membros a Coalizão das Américas Contra Cartéis (ACCC, na sigla em inglês).
"Encorajo fortemente cada membro da ACCC a sair do TPI e rejeitar suas tentativas de retirar de seus governos e tribunais a soberania", afirmou Hegseth.
Segundo ele, os países devem manter a autoridade para empregar suas próprias forças armadas e proteger seus cidadãos de acordo com suas leis e constituições.
"Nossas nações mantêm sua soberania e sua capacidade de mobilizar seus próprios combatentes em defesa própria. Respondemos apenas aos nossos cidadãos e às nossas constituições, não a burocratas internacionais não eleitos", disse.
LEIA TAMBÉM
Prefeito de Nova York x primeiro-ministro de Israel: afinal, Netanyahu pode ser preso nos EUA?
Após relato de bate-boca, Trump diz que está 'extremamente contente' com trabalho de secretário de Guerra
Testosterona, a arma ideológica de Hegseth no Pentágono
Hegseth também acusou o tribunal de tentar exercer jurisdição sobre militares e operações dos Estados Unidos e de países parceiros, classificando a iniciativa como uma "apropriação ilegal de poder".
As declarações ocorrem em meio ao aumento da pressão do governo do presidente Donald Trump contra o TPl.
Trump afirmou que os esforços do secretário de Estado, Marco Rubio, para "colocar o Tribunal Penal Internacional nos trilhos" têm como objetivo proteger o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e outras pessoas investigadas pela corte.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, discursa durante uma reunião informativa sobre a guerra com o Irã, no Pentágono
REUTERS/Nathan Howard