EUA vão trocar porta-aviões no Oriente Médio após denúncias de que marinheiros tentaram pular no mar

  • 14/08/2026
(Foto: Reprodução)
Os porta-aviões USS Abraham Lincoln e um B-52H Stratofortress da Força Aérea dos Estados Unidos realizaram manobras conjuntas em junho de 2019 Brian M. Wilbur/Forças Armadas dos EUA O governo dos Estados Unidos despachou o porta-aviões USS George Washington, baseado no Pacífico, para o Oriente Médio após surgirem na imprensa norte-americana relatos de dificuldades de abastecimento a bordo do USS Abraham Lincoln e marinheiros com problemas de saúde mental. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O USS Abraham Lincoln foi enviado ao Oriente Médio para apoiar a guerra dos EUA no Irã, e está há mais de 240 dias ininterruptos em serviço. Ele iniciou sua missão em 21 de novembro, partindo de San Diego, e chegou à região em janeiro, antes do início do conflito, em 28 de fevereiro. A extensão da missão aumentou as preocupações com o impacto sobre os militares que passam tanto tempo longe de casa, além de pressionar os navios da Marinha americana e seus equipamentos. Embora as hostilidades entre Estados Unidos e Irã tenham diminuído nas últimas semanas, a Casa Branca voltou a impor um bloqueio aos portos iranianos no Estreito de Ormuz, e ainda não há previsão de quando a guerra será definitivamente encerrada. Marinheiros de porta-aviões dos EUA tentaram pular no mar após 250 dias embarcados, diz jornal Agora no g1 O USS George Washington deixou o porto de Da Nang, no Vietnã, na semana passada, informou a Marinha dos EUA. Desde então, o porta-aviões, acompanhado por um cruzador e um destróier, foi avistado cruzando o Estreito de Singapura. O jornal The Wall Street Journal noticiou anteriormente que Washington substituirá o Lincoln como um dos dois porta-aviões atualmente estacionados no Oriente Médio. Falta de comida, problemas de encanamento e de saúde mental Parlamentares democratas estão pedindo investigações, mais informações e maior transparência sobre as condições do porta-aviões, cujo retorno aos Estados Unidos estava inicialmente previsto para maio. Quando surgiram os primeiros relatos de escassez de alimentos, em abril, a Marinha os rejeitou, classificando-os como "falsos". Posteriormente, começaram a surgir relatos de problemas de saúde mental entre marinheiros do Lincoln. Foto de arquivo: o porta-aviões USS Abraham Lincoln durante a operação Fúria Épica, de EUA e Israel contra o Irã. Marina dos EUA/Divulgação via Reuters Em comunicado, a Marinha afirmou que "não observou aumento de pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio a bordo", embora tenha se recusado a divulgar dados, alegando preocupações com a segurança operacional e a privacidade dos pacientes. A instituição informou que um marinheiro caiu ao mar no início de agosto, mas foi rapidamente resgatado. Não está claro se o caso está sendo investigado como uma possível tentativa de suicídio. O senador democrata Richard Blumenthal, de oposição, citou nas redes sociais "relatos de falta de suprimentos, problemas de encanamento, piora de saúde mental e outros" problemas que estariam afetando a tripulação a bordo do USS Lincoln. Chefe do Pentágono diz que relatos foram "deturpados" O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, no Panamá em 13 de agosto de 2026 Aris Martinez/REUTERS Durante visita ao Panamá na quinta-feira (13), o secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou a jornalistas que deseja trazer os tripulantes do Lincoln de volta para casa e realizar a rotação das equipes o mais rápido possível, mas contestou as denúncias sobre problemas a bordo, classificando-as como "deturpadas". A Marinha reconheceu que a guerra no Irã criou "um ambiente altamente disputado, no qual os centros logísticos tradicionais do Oriente Médio foram afetados por ações de combate". Isso provocou escassez de suprimentos e interrupções na entrega de correspondências ao porta-aviões. "A liderança priorizou os suprimentos essenciais para a missão: primeiro alimentos, depois itens de higiene e, por fim, correspondências", informou a Marinha em comunicado, acrescentando que os marinheiros agora têm acesso a água potável e "opções de refeições saudáveis". Histórico de missões prolongadas Outros porta-aviões também passaram recentemente por missões longas que geraram preocupações quanto ao moral da tripulação. O USS Gerald R. Ford retornou aos Estados Unidos em meados de maio após uma missão de 11 meses, a mais longa desde a Guerra do Vietnã. Durante esse período, apoiou a guerra dos Estados Unidos contra o Irã e a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro. Durante a missão, o Ford sofreu um incêndio em uma área de lavanderia, o que obrigou o navio a retornar ao Mar Mediterrâneo para reparos e deixou centenas de marinheiros sem local adequado para dormir. As preocupações com as exigências do combate e com os riscos de sobrecarregar navios e tripulações antecedem a guerra contra o Irã. Diversos incidentes já haviam sido registrados em embarcações que combateram os rebeldes Houthis no Iêmen em 2024 e 2025, incluindo o porta-aviões USS Harry S. Truman, que permaneceu em operação por um período maior do que o inicialmente previsto.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/08/14/eua-vao-trocar-porta-avioes-oriente-medio-crise-saude-mental-marinheiros.ghtml


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