Argentina presa no Rio por imitar macaco é acusada de roubar carro do ex-namorado, diz jornal

  • 15/04/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia investiga advogada argentina por ofensas racistas em Ipanema Agostina Páez, a advogada e influencer argentina que foi presa no Rio de Janeiro após imitar um macaco, é acusada agora em seu próprio país de ter roubado o carro de um ex-namorado. A informação é do jornal "Clarín", publicada nesta quarta-feira (15). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A denúncia partiu de Javier Zanoni, um dentista de 32 anos, segundo o jornal argentino. A separação teria ocorrido alguns meses antes da viagem de Páez para o Brasil. Zanoni afirma que, durante a relação, ele teria emprestado a Páez um Citröen C4 Cactus, e esperava a devolução do veículo após o término — o que não aconteceu. A influencer é acusada agora de abuso de confiança e apropriação indébita. "Enviamos uma carta formal solicitando a devolução voluntária do veículo, mas não houve resposta. Ele foi paciente devido à situação dela, mas já havia solicitado educadamente a devolução", declarou um dos advogados do ex, de acordo com o "Clarín". Ele afirma ter a posse da documentação que prova que o carro é dele. Agostina Páez Reprodução Gesto racista Agostina Páez, que ainda é ré por injúria racial, retirou a tornozeleira eletrônica no último dia 31 de março, após receber permissão da Justiça. Ela retornou para seu país no dia seguinte e falou com jornalistas no aeroporto em Buenos Aires. A advogada também se encontrou com a senadora Patrícia Bullrich, ex-ministra de Segurança Nacional do governo de Javier Milei, uma das representantes da direita do país. O encontro foi registrado com uma selfie postada pela ex-ministra em uma rede social (veja abaixo). Agostina Páez posou para selfie com a senadora Patricia Bullrich na volta à Argentina Reprodução/X Agostina definiu o que passou no Brasil como um "calvário", mas se disse arrependida por sua "reação", no episódio de gestos e palavras racistas contra funcionário de um bar na Zona Sul do Rio. "Apesar do contexto, me arrependo de ter reagido desta maneira, mas agora estou aqui". Ela afirmou que não é racista. "Há uma lei no Brasil que é muito severa", disse aos jornalistas. "Nunca contaram a minha parte da história e sou inimiga pública no Brasil", disse. Ela aconselhou os viajantes que conheçam os contextos das leis no Brasil. A advogada foi autorizada a voltar para a Argentina após a defesa obter um habeas corpus e o pagamento do valor de fiança estabelecido pela Justiça do Rio de Janeiro. Ela vai responder ao processo em liberdade, a partir do país de origem. Relembre o caso Um vídeo com os gestos racistas viralizou nas redes sociais e deu início à investigação da Polícia Civil, que indiciou Páez por injúria racial. A prisão preventiva foi decretada após a 37ª Vara Criminal aceitar a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). O pedido se baseou no risco de fuga e no comportamento reiterado da advogada, que, de acordo com a promotoria, repetiu as ofensas mesmo após ser alertada de que a conduta configurava crime no Brasil. Agostina foi presa no dia 6 de fevereiro, mas foi solta na mesma noite após decisão da mesma Vara Criminal. A Justiça determinou que ela continuasse no Brasil utilizando uma tornozeleira eletrônica, até receber permissão para retornar à Argentina, em 31 de março. Menos de 24 horas após chegar à sua cidade, na província de Santiago del Estero, o pais da influencer, Mariano Páez, foi filmado durante a madrugada em um bar do centro da cidade fazendo gestos semelhantes aos de um macaco e dizendo que sente "asco pelo Estado". Advogada argentina Agostina Páez Reprodução

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/15/argentina-presa-no-rio-por-imitar-macaco-e-acusada-de-roubar-carro-do-ex-namorado-diz-jornal.ghtml


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